As organizações estão assumindo o controle das operações dos agentes por meio da centralização da coordenação, da governança e da gestão dos agentes.
À medida que a automação baseada em agentes se expande para processos essenciais dos negócios, as empresas estão agindo rapidamente para estabelecer uma infraestrutura operacional que unifique supervisão, conformidade, controle e coordenação.
Torna-se cada vez mais evidente que a adoção da IA pelas organizações, em todas as suas formas, avançou mais rapidamente do que sua capacidade de governá-la, gerenciá-la e coordená-la. Considere o seguinte: em um estudo, quase 75% dos entrevistados já haviam integrado a IA às suas operações principais; no entanto, apenas um terço possuía controles de governança maduros. Olhando para 2026, três quartos das organizações ainda estavam “em processo” de desenvolver seus frameworks de governança.
No caso específico da IA baseada em agentes, essa lacuna pode ser ainda maior. O Everest Group estima que apenas cerca de 1% das empresas possui infraestruturas de gestão maduras capazes de coordenar e governar agentes de forma eficaz. Trata-se de uma lacuna crítica, que tende a se ampliar à medida que as organizações implementam mais agentes e lhes concedem acesso a uma gama cada vez maior de processos. A adoção de Sistemas Multiagentes (MAS) adiciona ainda mais complexidade, já que esses sistemas exigem capacidades avançadas de coordenação para direcionar, integrar e supervisionar agentes altamente autônomos em diferentes sistemas, dados e fluxos de trabalho.
À medida que as organizações buscam reduzir essas lacunas de governança, fica claro que os modelos e métodos tradicionais de supervisão — como revisões manuais, controles fragmentados e auditorias realizadas posteriormente — não conseguem fornecer a visibilidade contínua, integrada e o controle em tempo real exigidos pelos ambientes baseados em agentes.
Por isso, muitas empresas estão estabelecendo uma nova camada operacional — um Centro de Comando de Agentes — para centralizar e integrar governança, controle e coordenação.
Controle total da operação agêntica
Como uma camada de controle corporativa que incorpora responsabilidade e capacidade de resposta às operações diárias, o Centro de Comando reúne as ferramentas, os dados e os mecanismos de supervisão necessários para monitorar, controlar e coordenar as operações dos agentes em toda a organização.
Principais características
Orquestração centralizada
Agentes, robôs e pessoas são coordenados de forma integrada entre fluxos de trabalho e sistemas corporativos.
Governança integrada
Políticas como código (policy as code), segregação de funções e controle de acesso baseado em papéis (role-based access control) são incorporados diretamente em tempo de execução.
Observabilidade e resiliência
Inclui rastreamento de ponta a ponta, gestão de custos, mecanismos de contingência (failover) e ambientes de simulação para testar os planos e decisões dos agentes.
Flexibilidade em escala
Permite que as empresas incorporem grandes modelos de linguagem (LLMs), modelos regionais, agentes de terceiros e conjuntos de dados sintéticos sem perder controle, segurança ou governança.
Onde está o verdadeiro foco?
Entre no centro de comando. O centro de comando de agentes reúne um conjunto integrado de capacidades para garantir a gestão e coordenação completas das operações dos agentes.
O caminho para o próximo passo
Em 2026, as organizações dedicarão uma quantidade significativa de tempo, energia e investimentos para garantir que suas operações baseadas em agentes contem com os frameworks de governança e a infraestrutura necessários para escalar de forma segura e eficiente.
A adoção de abordagens centralizadas continuará ganhando força ao longo de 2026 e nos anos seguintes. Analistas preveem que, até 2028, 70% das organizações que implementarem sistemas multiagentes e ambientes com múltiplos modelos de linguagem (multi-LLM) utilizarão plataformas de orquestração centralizadas.
Ação-chave para 2026
- Centralizar o controle
Migrar do uso de ferramentas isoladas e distribuídas para o estabelecimento de uma camada de controle centralizada e integrada, capaz de unificar a supervisão, a governança e a coordenação de todas as operações dos agentes.
das empresas que implementarem sistemas multiagente e multi-LLM utilizarão plataformas de coordenação centralizadas até 2028
Fonte: Top Strategic Technology Trends for 2025: Agentic AI, 2024.
“O risco aumenta consideravelmente ao passar de sistemas com um único agente para sistemas com múltiplos agentes, a menos que a governança evolua em paralelo.”
A visão da Practia
Na Practia, acreditamos em uma evolução clara rumo a modelos agênticos, nos quais a combinação de dados, inteligência artificial e processos redefine a forma como as organizações operam e competem, ampliando as capacidades humanas.
Em conjunto com nosso parceiro UiPath, impulsionamos essa visão na América Latina, integrando capacidades tecnológicas avançadas com agentes inteligentes que não apenas executam, mas também aprendem, se adaptam e colaboram com as pessoas. Essa parceria nos permite apoiar as empresas desde a estratégia até a implementação, acelerando resultados concretos e sustentáveis.
Hoje, mais do que nunca, contar com o parceiro adequado faz a diferença entre automatizar processos… ou transformar verdadeiramente o negócio. Na Practia, estamos prontos para liderar esse caminho ao lado de nossos clientes.
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